Universidade
de Brasília – UnB
Curso
de Especialização em Gestão Escolar
Disciplina:
Oficinas Tecnológicas
Unidade
1: Tecnologias e gestão escolar
Professor
coordenador: Pedro Ferreira de Andrade
Professora
tutora: Neide Lúcia Yunes Miziara
Cursista:
Jaqueline Correa Lustosa Machado
Período:
24/06 a 24/07/2013
Atividade
1: Fichamento
FUNÇÕES E PAPÉIS DA TECNOLOGIA
VIEIRA, A. T. Funções
e Papéis da Tecnologia. São Paulo, PUC-SP, 2004.
Resumo:
Sabe-se que temos que
reconhecer que o uso da tecnologia no ambiente educacional tem colaborado de
forma imprescindível, mas que para que se efetive de forma completa precisa que
o professor se aproprie desta ferramenta. A tecnologia é um processo de inserção social, na medida em que proporciona ao cidadão
o acesso ao conhecimento, que lhe permite participar mais ativamente das
discussões no meio ao qual está inserido. Consequentemente a escola dentro
desta nova realidade cumpre o seu papel social quando disseminam o
conhecimento, pois estimulam o exercício da cidadania e contribuem para uma
participação mais efetiva do cidadão no processo democrático dentro de uma
sociedade tecnológica.
Deve entender que a Tecnologia da Informação é o conjunto
de recursos não humanos dedicados ao armazenamento, processamento e comunicação
da informação, é a maneira como esses recursos estão organizados num sistema
capaz de executar um conjunto de tarefas.
Assim sendo o uso da TI pode ser considerada uma área de
estudo que contribui para o desenvolvimento da educação escolarizada como um
todo, que deve estar de acordo com os objetivos definidos no plano pedagógico
escolar e com as propostas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Ela visa
propiciar a alunos e professores mais um ambiente onde a aprendizagem pode ser
estimulada através da união dos recursos da informática com os objetivos
particulares de cada disciplina ou visando o desenvolvimento de projetos
interdisciplinares e cooperativos.
Neste caminho o autor nos propõe reflexões sobre como essas
tecnologias que pode ser uma grande aliada da equipe gestora juntamente com a
parte pedagógica e o corpo docente no sentido de acesso e na organização de
todas as informações da instituição de ensino. E a partir daí no coloca que
conhecimento não é dado e nem informação, e que conhecimentos derivam sim de
informações da mesma maneira que informações derivam de dados e que embora se
obtenha dados a partir de registros e informações de mensagens; os
conhecimentos têm origem em indivíduos. Deve-se criar, portanto um ambiente
informatizado na escola considerando pontos importantes como: organização das
informações, iniciação de um projeto piloto e trabalho em múltiplas frentes
(tecnologia, organização e cultura), não adiar a implantação dos estudos
relativos a aspectos que são problemáticos e conquista de toda a organização.
Além de toda a problemática que se tem da cultura
organizacional e objetiva para a gestão das tecnologias de informação da escola
ainda se faz necessário se ter uma visão mais estruturada sobre os ingredientes-chave
para a sua implementação que estão divididos em: alinhamento, comprometimento e
domínio.
Citações Principais do Texto
“O conhecimento tem caráter humano e é mais amplo, mais
profundo e bem mais rico do que os dados e as informações (...) que o
conhecimento proporcione uma estrutura capaz de avaliar e incorporar novas
experiências e informações” (p.3).
“A capacidade de transformar informação em conhecimento não
pode ser realizada por uma máquina, sem a interferência da mente humana, isto
é, tal capacidade é exclusivamente humana” (p.4).
“A criação de ambientes informatizados na organização para
apoio à gestão do conhecimento deverá considerar os processos pelos quais são
feitos as trocas de informação e a cultura de colaboração existente (...). A
implementação de um sistema de organização e disseminação de informações na
escola torna-se bem mais fácil quando a cooperação já faz parte da cultura da
escolar (...)” (p.6).
Comentários
Ao ler alguns textos concluo que as possibilidades
interativas podem trazer para a docência novos encaminhamentos quanto ao processo de aquisição do
conhecimento pelo aluno. Compreendo que a utilização das tecnologias digitais
deva ser assumida como parte da cultura escolar. Embora seja notória a
importância atribuída a essas novas tecnologias no âmbito escolar, uma vez que
esta é por vezes utilizada apenas como uma como estratégia com falta, muitas
vezes, de desconhecimento docente.
Estas novas tecnologias dizem respeito a todos e a nós
educadores, no entanto são vistas como elementos técnicos que renovam o ensino
somente através da introdução do maquinário na escola.
E pela experiência que adquiri ao longo de todos estes anos
na secretaria de educação, vejo que as
novas tecnologias da informação oferecem novas possibilidades de aprender e
devem deixar o estatuto de simples auxiliar (na aprendizagem) para tornar-se
centro de uma outra forma de aprender, que afeta, em primeiro lugar a mudança
dos modos de comunicação e dos modos de interação.
Finalizo afirmando a necessidade de formação continuada de
todos os atores envolvidos no processo educacional e pesquisas que possam
favorecer a apreensão das possibilidades cognitivas postas por essa linguagem,
a fim de superar uma visão reducionista que percebe as tecnologias numa
perspectiva meramente técnica. Sendo necessário, ainda, descobrir formas para
combater a exclusão social, possibilitando que o conhecimento tecnológico e
científico beneficie a todos e lhe garanta melhores condições de vida. É
preciso que a tecnologia atenda ao interesse social, contribuindo para a
melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento da espécie humana.
Questionamentos:
O atual cenário exige gestores altamente munidos de
dedicação e empenho para fazer com que as informações cheguem no tempo certo às
pessoas certas, mas será que todos os gestores também estão familiarizados com
as TIC’s? Nesse fluxo as escolas públicas
fazem uso da informatização desse espaço
como realmente deve ser de acordo com o plano de ação e projeto político e pedagógico?
As tecnologias
digitais trazem possibilidades interativas para a educação as quais,
aparentemente, ainda não foram, genericamente, incorporadas nas práticas
docentes, independentemente à adoção, ou não, dessa nova linguagem. – na qual existe
um descompasso entre o domínio que o docente apresenta destas novas linguagens
frente aos conhecimentos que seus alunos possuem. Esse ponto registra-se como
um complicador a mais para o docente que, além de necessitar possuir um
conhecimento específico acerca das possibilidades postas pela disciplina
escolar a qual leciona, deverá também ser capaz de identificar as tecnologias
digitais como linguagem favorecedora para apreensão da realidade?
Ao se falar em formação docente, implantação de
laboratórios e propostas políticas há que se perguntar se existem políticas públicas
para a inserção de TI nas escolas públicas e quais são estas políticas?
Nenhum comentário:
Postar um comentário